domingo, 8 de maio de 2011

A Arte na Grécia Antiga

Ao longo da história da arte ocidental, os artistas buscaram inspiração na Grécia Antiga. Assim foi no Renascimento e no neoclassicismo. A arte grega sempre foi uma referência desde que essa civilização conheceu o esplendor, em meados do século VIII a.C.
O mundo ocidental deve muito aos gregos, que nos legaram nas artes a dramaturgia, na escultura a expressão da perfeição, na arquitetura um estilo marcante.

ARQUITETURA

Na arquitetura, os grandes nomes foram Ictínio e Calícrates, responsáveis pela construção de vários monumentos, dos quais o mais famoso é o Partenon, em Atenas.

O Partenon é uma homenagem à deusa Palas Atena, protetora da cidade de Atenas. Construído entre 447 e 438 a.C., é uma obra retangular de estilo dórico que fica na Acrópole (cidade elevada em grego). Foi decorado com uma grande variedade de esculturas, entre as quais a da própria Palas Atena, feita pelo escultor Fídias em madeira, ouro e mármore.


A Acrópole é a colina mais alta da cidade, local onde os habitantes se refugiavam em caso de ataque inimigo. No início, abrigava os monarcas e toda a administração da cidade; depois que a monarquia foi abolida, tornou-se sede de um templo. Atualmente, existem na região ruínas de construções referentes a diversos períodos da antiga civilização grega homenageando vários deuses.

Os monumentos gregos eram feitos de mármore, com linhas simples e proporções matemáticas. O que mais chama a atenção são as várias colunas postas uma do lado da outra, transmitindo uma grande sensação de harmonia.

Três foram os estilos arquitetônicos que se desenvolveram na Grécia antiga, a partir de 1200 a.C., distintos pela forma e feitio das colunas e do capitel:

Estilo dórico, apresentando colunas de linhas mais rígidas e capitel liso, o que ofereceu uma aparência de funcionalidade.

Estilo jônico, caracterizado pela leveza e elegância das colunas.

Estilo coríntio, com colunas mais ornamentadas, expressando luxo e abundância.







CERÂMICA E PINTURA

Uma das expressões artísticas mais comuns na arte grega é a cerâmica utilitária e a pintura em vasos. Naquela época, os gregos transportavam líquidos, como água, azeite e vinho, em potes e vasos de cerâmica. Por isso, eles eram produzidos em grande quantidade em oficinas de artesãos. Além disso, eram usados em festas e rituais religiosos. Os gregos confeccionaram vários tipos de vasos, cada qual tinha seu nome e uma função específica. Assim, cálices com duas alças eram utilizados para beber vinho; hidras serviam para armazenar água.

A pintura chegou até nós principalmente através das cerâmicas decoradas e representava cenas religiosas, cenas da vida cotidiana, de batalhas e de jogos. A decoração desses vasos também era bastante importante e caracterizou diferentes períodos da civilização grega. Essas peças de argila eram pintadas, algumas apresentavam figuras humanas e outras retratavam o dia-a-dia dessa antiga civilização. Hoje são instrumentos importantes a partir dos quais os arqueólogos tentam decifrar os costumes e as crenças do povo daquele período.

Era costume entre as mulheres levar potes de óleo perfumado ao túmulo de seus maridos – uma forma de expressar respeito.

Num primeiro momento, os artesãos desenvolveram o hábito de usar tinta preta sobre argila vermelha para pintar os vasos. Mas no fim do século VI a.C., o aluno de um famoso ceramista teve a ideia de inverter a cor. Ele pintou a superfície do vaso de preto e depois raspou a tinta, de tal forma que as figuras ficaram vermelhas. Essas peças foram chamadas “figuras vermelhas”, em oposição às anteriores, as figuras em negro.







TRABALHOS FEITOS PELOS MEUS ALUNOS NO SEGUNDO ANO DO ENSINO MÉDIO DO CAIC EUCLIDES DA CUNHA, COM BASE NAS PINTURAS EM CERÂMICA GREGAS










ESCULTURA

A escultura embelezava e completava as obras arquitetônicas. Em geral, as esculturas tinham como motivo as imagens dos deuses e dos heróis. Na escultura, vale lembrar o nome de Fídias, autor da estátua da deusa Atena e dos relevos do Partenon, e Míron, famoso pela estátua do Discóbolo. Os gregos desenvolveram também a pintura, a música e a cerâmica.

Os escultores tinham por objetivo representar homens, animais e vegetais como eles apareciam na natureza. Ao retratar o homem, as estátuas gregas exibiam personagens belas, rostos serenos ou fortes emoções, corpos perfeitos e farta decoração. Fala-se até que as criações de pedra eram tão harmoniosas que chegavam a ganhar vida própria. A representação do ser humano na arte grega correspondia à visão ideal do homem que eles tinham na época. Para eles, a raça humana era descendente de deuses e heróis e estes, por sua vez, eram dotados de formas humanas.
Assim, o artista almejava alcançar a perfeição dos deuses. Com isso, procurava também atingir a perfeição espiritual e valores nobres, como a inteligência, a sabedoria e o respeito.
A maioria das estátuas gregas que conhecemos é representação de deuses. Elas foram colocadas em determinados lugares onde esse povo costumava orar, fazer seus cultos e sacrifícios e pedir ajuda e inspiração.









O TEATRO

Uma das artes mais consagradas na Grécia foi o teatro. Apresentado em arenas dotadas de excelente acústica, o teatro na Grécia Antiga abordou temas profundos, tratados na forma de tragédias ou comédias. Sófocles (496-406 a.C.) foi um dos maiores escritores de teatro da época e Édipo Rei, uma das peças de sua autoria encenadas até hoje. Enquanto arquitetura, a construção do teatro grego também foi importante e influenciou muito esse tipo de arte no Ocidente. Ainda hoje os artistas representam muitas vezes num palco rodeado de arquibancadas reservadas ao público.

As primeiras peças de teatro grego eram apresentadas nas festas religiosas em homenagem ao deus Dionísio; as chamadas dionisíacas, deus do vinho, da loucura, dos prazeres.

O teatro era ao ar livre e os atores usavam máscaras. Somente aos homens era permitido participar das representações, nas quais eram discutidos os problemas eternos do ser humano, como o destino, as paixões e a justiça, e também satirizados os comportamentos humanos, os costumes, e a própria sociedade.

Os três autores de teatro mais destacados foram Ésquilo, Sófocles e Eurípedes. Suas obras, escritas no século V a.C., eram chamadas de tragédias, e a maioria delas tinha final triste. O enredo das peças gregas sempre tratava de lendas conhecidas por toda a platéia. Portanto, o que atraía as pessoas não eram as histórias (que todos já conheciam), mas o jeito habilidoso e poético como o autor as tinha escrito.

Ésquilo, considerado o “pai da tragédia”, autor de Prometeu acorrentado, Os persas e Os Sete contra Tebas;
Sófocles, respeitado como o mais importante teatrólogo grego; escreveu Édipo rei, Electra e Antígona, entre outras;
Eurípedes, autor de Medeia, As troianas e As bacantes;
Aristófanes, satírico autor de As nuvens, As rãs e As vespas.



MÁSCARAS




Para entrar em cena, os atores de teatro usavam máscaras feitas de tecido engomado. Elas tinham uma grande abertura para a boca, que permitia ecoar a voz do ator até as últimas arquibancadas. Cada máscara representava uma personagem e, graças a ela, a platéia logo identificava seus principais traços psicológicos – sua persona. Por isso, o termo “personalidade” deriva justamente de persona – em grego, a máscara de teatro.







Fonte:http://www.historiamais.com/arte_grega.htm

domingo, 18 de abril de 2010

Grafite


Grafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano.
Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade.
Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção, atualmente o grafite já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais,mais especificamente, da street art ou arte urbana - em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Entretanto ainda há quem não concorde, equiparando o valor artístico do grafite ao da pichação, que é bem mais controverso, sendo que a remoção do grafite é bem mais fácil do que o piche.


Normalmente distingue-se o grafite, de elaboração mais complexa, da simples pichação, quase sempre considerada como contravenção. No entanto, muitos grafiteiros respeitáveis, como Os gêmeos, autores de importantes trabalhos em várias paredes do mundo - aí incluída a grande fachada da Tate Modern de Londres - admitem ter um passado de pichadores.


A partir do movimento contracultural de maio de 1968, quando os muros de Paris foram suporte para inscrições de caráter poético-político, a prática do grafite generalizou-se pelo mundo, em diferentes contextos, tipos e estilos, que vão do simples rabisco ou de tags repetidas ad nauseam, como uma espécie de demarcação de território, até grandes murais executados em espaços especialmente designados para tal, ganhando status de verdadeiras obras de arte. Os grafites podem também estar associados a diferentes movimentos e tribos urbanas, como o hip-hop, e a variados graus de transgressão.

Dentre os grafiteiros, talvez o mais célebre seja Jean-Michel Basquiat, que, no final dos anos 1970, despertou a atenção da imprensa novaiorquina, sobretudo pelas mensagens poéticas que deixava nas paredes dos prédios abandonados de Manhattan.Posteriormente Basquiat ganhou o rótulo de neo-expressionista e foi reconhecido como um dos mais significativos artistas do final do século XX. O grafite é perfeito.


TRABALHOS SOBRE GRAFITE,FEITOS POR MEUS ALUNOS DO CAIC EUCLIDES DA CUNHA
















Termos e gírias

3D - Estilo tridimensional, baseado num trabalho de brilho / sombra das letras.
Asdolfinho - Novo estilo de grafite desenvolvido por americanos, no qual é visado a pintura animal.
Backjump - Comboio pintado em circulação, enquanto está parado durante o percurso (numa estação por exemplo).
Bite - Cópia, influência directa de um estilo de outro writer.
Bombing - Grafite rápido, associado à ilegalidade, com letras mais simples e eficazes.
Bubble Style - Estilo de letras arredondadas, mais simples e "primárias", mas que é ainda hoje um dos estilos mais presentes no grafite.
Cap - Cápsula aplicável ás latas para a pulverização do spray. Existem variados caps, que variam consoante a pressão, originando um traço mais suave ou mais grosso (ex: Skinny", "Fat", "NY Fat Cap", etc).
Characters - Retratos, caricaturas, bonecos pintados a grafite.
Crew - "Equipa", grupo de amigos que habitualmente pintam juntos e que representam todos o mesmo nome. É regra geral os writers assinarem o seu tag e respectiva crew (normalmente sigla com 3 ou 4 letras) em cada obra.
Cross - Pintar um grafite por cima de um trabalho de um outro writer.
Degradé - Passagem de uma cor para a outra sem um corte directo. Por exemplo uma graduação de diferentes tons da mesma cor.
End to end - Carruagem ou comboio pintado de uma extremidade à outra, sem atingir a parte superior do mesmo (por ex. as janelas e parte superior do comboio não são pintadas).
Fill-in - Preenchimento (simples ou elaborado) do interior das letras de um grafite.
Hall of Fame - Trabalho geralmente legal, mural mais trabalhado onde normalmente pinta mais do que um artista na mesma obra, explorando as técnicas mais evoluídas.
Highline - Contorno geral de toda o grafite, posterior ao outline.
Hollow - Grafite ou Bomb que nao tem fill (preenchimento) algum e, geralmente, é ilegal.
Inline - Contorno das letras, realizado na parte de dentro das letras.
Kings - Writer que adquiriu respeito e admiração dentro da comunidade do grafite. Um estatuto que todos procuram e que está inevitavelmente ligado à qualidade, postura e anos de experiência.
Outline - Contorno das letras cuja cor é aplicada igualmente ao volume das mesmas, dando uma noção de tridimensionalidade.
Roof-top - Grafite aplicado em telhados, outdoors ou outras superfícies elevadas. Um estilo associado ao risco e ao difícil acesso mas que é uma das vertentes mais respeitáveis entre os writers.
Spot - Denominação dada ao lugar onde é feito um grafite.
Tag - Nome/Pseudónimo do artista.
Throw-up - Estilo situado entre o "tag"/assinatura de rua e o bombing. Letras rápidas normalmente sem preenchimento de cor (apenas contorno).
Top to bottom - Carruagem ou carruagens pintadas de cima a baixo, sem chegar no entanto às extremidades horizontais.
Toy - O oposto de King. Writer inexperiente, no começo ou que não consegue atingir um nível de qualidade e respeito dentro da comunidade.
Train - Denominação de um comboio pintado.
Whole Train - Carruagem ou carruagens inteiramente pintadas, de uma ponta à outra e de cima a baixo.
Wild Style - Estilo de letras quase ilegível. Um dos primeiros estilos a ser utilizado no surgimento do grafite.
Writer - Escritor de grafite

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Grafite_(arte)

sábado, 17 de abril de 2010

A arte egípcia

No Antigo Egito, a idéia de que o desenvolvimento das artes constituía um campo autônomo de sua cultura não corresponde ao espaço ocupado por esse tipo de prática. Assim como em tantos outros aspectos de sua vida, os egípcios estabeleciam uma forte aproximação de suas manifestações artísticas para com a esfera religiosa. Dessa forma, são várias as ocasiões em que percebermos que a arte dessa civilização esteve envolta por alguma concepção espiritual.

A temática mortuária era de grande presença. A crença na vida após a morte motivava os egípcios a construírem tumbas, estatuetas, vasos e mastabas que representavam sua concepção do além-vida. As primeiras tumbas egípcias buscavam realizar uma reprodução fiel da residência de suas principais autoridades. Em contrapartida, as pessoas sem grande projeção eram enterradas em construções mais simples que, em certa medida, indicava o prestígio social do indivíduo.


O processo de centralização política e a divinização da figura do faraó tiveram grande importância para a construção das primeiras pirâmides. Essas construções, que estabelecem um importante marco na arquitetura egípcia, têm como as principais representantes as três pirâmides do deserto de Gizé, construídas pelos faraós Quóps, Quéfren e Miquerinos. Próxima a essas construções, também pode se destacar a existência da famosa esfinge do faraó Quéfren.


Tendo funções para fora do simples deleite estético, a arte dos povos egípcios era bastante padronizada e não valorizava o aprimoramento técnico ou o desenvolvimento de um estilo autoral. Geralmente, as pinturas e baixos-relevos apresentavam uma mesma representação do corpo, em que o indivíduo tinha seu tronco colocado de frente e os demais membros desenhados de perfil. No estudo da arte, essa concepção ficou conhecida como a lei da frontalidade.

Ao longo do Novo Império (1580 – 1085 a.C.), passados os vários momentos de instabilidade da civilização egípcia, observamos a elaboração de novas e belas construções. Nessa fase, destacamos a construção dos templos de Luxor e Carnac, ambos dedicados à adoração do deus Amon. No campo da arte funerária, também podemos salientar o Templo da rainha Hatshepsut e a tumba do jovem faraó Tutancâmon, localizado no Vale dos Reis.


A escultura egípcia, ao longo de seu desenvolvimento, encontrou características bastante peculiares. Apesar de apresentar grande rigidez na maioria de suas obras, percebemos que as estátuas egípcias conseguiam revelar riquíssimas informações de caráter étnico, social e profissional de seus representados. No governo de Amenófis IV temos uma fase bastante distinta em que a rigidez da escultura é substituída por impressões de movimento.

Passado o governo de Tutancâmon, a arte egípcia passou a ganhar forte e clara conotação política. As construções, esculturas e pinturas passaram a servir de espaço para o registro dos grandes feitos empreendidos pelos faraós. Ao fim do Império, a civilização egípcia foi alvo de sucessivas invasões estrangeiras. Com isso, a hibridação com a perspectiva estética de outros povos acabou desestabilizando a presença de uma arte típica desse povo.



Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

A arte mesopotâmica

Entendemos por povos mesopotâmicos, as civilizações que se desenvolveram na área das terras férteis localizadas entre os rios Tigre e Eufrates, denominada comumente “Mesopotâmia”. Entre eles estão os sumérios, os assírios e os babilônicos.



As principais manifestações da arquitetura mesopotâmica eram os palácios, em geral muito grandiosos; como havia pouca pedra, as paredes tinham que ser grossas, pois eram feitas de tijolos. Os templos possuíam instalações completas, com aposentos para os sacerdotes e outros compartimentos. Um traço característico dessa arquitetura era o “Zigurate”, torre de vários andares, em geral sete, sobre a qual havia uma capela, usada para observar o céu.



Os escultores representavam o corpo humano de forma rígida, sem expressão de movimento e sem detalhes anatômicos. Pés, mãos e braços ficavam colados ao corpo, coberto com longos mantos; os olhos eram completados com esmalte brilhante. As estátuas conservavam sempre uma postura estática ante a grandiosidade dos deuses. As figuras esculpidas em baixo-relevo se caracterizavam por um grande realismo.

Na pintura, os artistas se utilizavam de cores claras e reproduziam caçadas, batalhas e cenas da vida dos reis e dos deuses. A produção de objetos de cerâmica alcançou notável desenvolvimento entre os persas, que utilizavam também tijolos esmaltados.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola


Fonte:http://www.brasilescola.com/historiag/arte-mesopotamica.htm

A arte na pré-história

Você já deve certamente ter feito esse questionamento: Será que na pré-história já existia arte? Ou, melhor dizendo, será que o homem desse período já conhecia tal conceito? Certamente o conceito arte ainda não era conhecido, já que o mesmo só teve origem no Renascimento.
Mas, então, por quê determinadas produções dos homens que viveram no período anterior à escrita, denominado pré-história, são classificadas como arte? Certamemte, porque o homem manisfestou os seus sentimentos, anseios, crenças, através de desenhos, pinturas e gravuras realizadas nas paredes das cavernas, assim como também realizou esculturas em pedra e presas de animais.

A arte do Paleolítico

O período mais antigo do qual se tem conhecimento a respeito dessa produção "artística" é o Paleolítico, que se dividiu em Inferior e Superior.Porém,como o primeiro desses dois períodos foi ainda mais remoto, as primeiras manifestações encontradas, que podem ser relacionadas à arte, pertencem ao Paleolítico Superior.



Antes de começar a desenhar animais nas paredes das cavernas, o homem deixou suas marcas através de simples traços, riscos e também por meio das mãos em negativo ou mãos de possessão. Encostando sua mão sobre a rocha e soprando sobre ela um pó obtido por meio de minerais triturados, ele obtinha essas imagens. Alguns historiadores e arqueólgos acreditam que essa era uma forma do homem demonstrar sua posse sobre o local onde deixava suas mãos marcadas.

É sabido que nesse período o ser humano era nômade. Ele dependia da caça e da colheita dos vegetais que encontrava em um determinado local para sobreviver. Quando percebia que esse alimento tinha se tornado escasso,ia para outro local.

Os desenhos de animais feridos e cenas de caça, demonstram essa preocupação com a sobrevivência. Entre as várias teorias existentes sobre os motivos que levariam o homem a realizar esses desenhos e pinturas rupestres ( feitos em rochas), a mais aceita diz que os mesmos teriam uma função mágica de enfraquecer o animal e facilitar a sua apreensão durante a caça.Outra teoria diz que o homem desenhava nas paredes das cavernas, para registrar seus feitos.
A principal característica desses desenhos era o naturalismo: O homem reproduzia os animais pelo ângulo de mais fácil identificação, ou seja, de perfil.Também é importante ressaltar que esses desenhos eram elaborados, bem feitos, detalhistas, já que representavam os animais que seriam caçados.
Em relação à escultura,também no Paleolítico Superior, o homem produziu pequenas estatuetas femininas, com as formas do corpo em tamanho exagerado (seios, ventre, nádegas) que também se acredita, seriam prováveis amuletos usados em rituais de fertilidade feminina. Essas esculturas foram chamadas vênus, numa clara associção às vênus gregas, deusas do amor e da fertilidade.Além das vênus foram feitos, também com pedras, utensílios de caça, que não possuíam um formato acabado, porque o homem simplesmente quebrava as pedras para produzi-los.





A arte do Neolítico

No período Neolítico ocorreu um fato muito importante, conhecido como Revolução Neolítica: o homem aprendeu a plantar e passou a criar os animais em cativeiro. Com isso, ele abandonou a vida nômade que tinha no período anterior e passou a se fixar em determinados locais, criando as primeiras aldeias. A partir daí, foram desenvolvidas técnicas como a tecelagem e a cerâmica.Foi também no Neolítico que ele construiu as primeiras moradias e ergueu monumentos de pedra, como os dólmens, menires, cromlecs e navetes.´


Como agora não dependia mais da caça para sobreviver, aos poucos o homem foi abandonando o naturalismo e os desenhos se tornaram simplificados e geométricos. Essa simplificação deu origem, posteriormente, ao primeiro tipo de escrita do qual se tem conhecimento: A escrita pictográfica (escrita por meio de símbolos).
A preocupação com um formato mais acabado das armas fez com que o homem começasse a lixar as pedras e, através do atrito entre as mesmas, produzisse o fogo.




A arte na Idade dos Metais


Após ter produzido o fogo, por meio do atrito entre pedras, o homem descobriu a metalurgia e passou a produzir inúmeros objetos de bronze, ferro e cobre.
Duas técnicas foram desenvolvidas nesse perído:A da fôrma de barro e a da cera perdida.
Na primeira, era feita uma fôrma com esse material, onde era despejado o metal derretido. Depois que o mesmo enduressesse e esfriasse, a forma era quebrada e obtinha-se um objeto com o formato do molde.
A técnica da cera perdida recebeu esse nome, porque começava com a construção de um molde de cera. Esse molde era coberto de barro aquecido,que fazia com que a cera derretesse, escorrendo por um orifício deixado na peça de cerâmica. O molde ficava, então, oco. Depois, por meio desse mesmo orifício por onde a cera derretida havia escorrido, preenchia-se o molde com o metal fundido.Então, era só esperar que o metal enduressesse e esfriasse, para quebrar o molde e obter, assim, uma figura com o mesmo formato da que tinha sido realizada em cera.

Por: Márcia Giovana B. Araújo
Professora de História da arte

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O MUNDO DOS MANGÁS



O QUE É MANGÁ?


MANGÁ é uma dessas palavras de origem nipônica que cada vez mais está sendo utilizada no quotidiano tupiniquim, que nem “sushi”, “origami” e “sashimi”. Poucos, entretanto, sabem definir o que precisamente é o MANGÁ.
A palavra MANGÁ é o resultado da união dos ideogramas MAN (humor) e GÁ (grafismo), sendo sua tradução literal para o português “caricatura”, “desenho engraçado”.
A primeira pessoa a utilizar a palavra MANGÁ foi o artista Katsushita Hokusai, extremamente conhecido no Ocidente por suas gravuras “ukiyo-ê”. Entre 1814 e 1849, Hokusai produziu um conjunto de obras em 15 volumes retratando cenas do dia-a-dia que o rodeava, deformando o desenho das pessoas que retratava de forma a salientar seus traços marcantes. Estas caricaturas de época receberam o nome de HOKUSAI MANGÁ e representam os primeiros passos das charges e das histórias em quadrinhos no Japão.
Com o advento da Era Meiji na segunda metade do século XIX, o Japão saiu de um isolamento cultural de 200 anos e passou a ter maior contato com o Ocidente, procurando o mais rápido possível assimilar tecnologias, costumes e ideologias que vinham do estrangeiro. Nessa época destacou-se o trabalho do inglês radicado no Japão Charles Wirgman, que em 1862 criou a revista de humor “JAPAN PUNCH”, abrindo através das charges políticas um novo tipo de arte cômica aos japoneses e a obra de Rakuten Kitazawa (1876-1955), que criou os primeiros quadrinhos seriados com personagens regulares e batalhou pela adoção da palavra MANGÁ para designar histórias em quadrinhos no Japão.
Com a modernização do país e com o desenvolvimento de uma linguagem de quadrinhos própria aos costumes e à realidade japonesa, MANGÁ se tornou sinônimo de caricaturas e HQs. A idéia de MANGÁ como um estilo de desenhos e narrativa só surgiu no pós-guerra, com o trabalho de Osamu Tezuka (1926-1989), também conhecido como “Deus do MANGÁ”.
Osamu Tezuka é o criador do estilo de desenho que retrata as pessoas com olhos grandes e brilhantes e influenciado pela obra de Walt Disney e pelo cinema europeu, já na década de 40 ele adaptava para a linguagem dos quadrinhos técnicas de cinema como “close-ups”, “long-shots” e “slow-motion”, revolucionando a narrativa quadrinhística e fazendo com que os leitores se envolvessem mais com as histórias que criava. As dificuldades da guerra e as duras condições de vida da fase de reconstrução deram a Tezuka uma visão humanista e universalista, visão esta que influenciou constantemente suas criações como “Phoenix”, “Buddha” e “Jumping”. Adaptando seu estilo dos quadrinhos para o desenho animado, Tezuka também foi o pioneiro da animação japonesa, sendo conhecido no exterior (inclusive no Brasil) por produções como “Kimba, o Leão Branco”, “A Princesa e o Cavaleiro” e “Astroboy”.
O estilo cativante, ágil e envolvente de Osamu Tezuka influenciou várias gerações de desenhistas japoneses e fez com que a expressão MANGÁ se tornasse sinônimo desse estilo. Também devido ao trabalho de Tezuka na animação, a expressão MANGÁ virou sinônimo de desenhos animados no Japão nos anos 60 e 70. Posteriormente, o alto grau de especialização da área de animação fez com que se adaptasse a expressão ANIMÊ (do inglês “animation”) para designar desenhos animados japoneses.
Assim, entende-se hoje por MANGÁ histórias em quadrinhos e desenhos animados feitos no estilo e na linguagem desenvolvida pelos japoneses, resultado de um processo histórico e cultural iniciado há quase dois séculos. Atualmente o Japão é o maior produtor e consumidor de quadrinhos e desenhos animados no mundo, gerando uma atividade multibilionária na área de comunicações além de lucros decorrentes de licenciamento de uma infinidade de produtos como brinquedos e videogames e influenciando autores em vários países.


Autora: Cristiane A. Sato – 23/12/1993


Você gosta de mangás?

O que acha a respeito de desenhistas nacionais que estão procurando seguir esse estilo?

Dê a sua opinião. Ela é muito importante.


FONTE:www.culturajaponesa.com.br – autora: Cristiane A. Sato


sexta-feira, 22 de maio de 2009

MAS ISSO É ARTE ?



Muito já foi e ainda é discutido a respeito do que é ou não arte.Muitas pessoas acham que apenas as obras que reproduzem a realidade e, de preferência, o fazem de forma mais fiel possível ao real, podem receber tal classificação. Estamos falando da arte acadêmica, que foi introduzida no Brasil em 1816, com a chegada da Missão Artística Francesa, chefiada por Joachin Lebreton.
Durante todo o século XIX e início do século XX, os artistas seguiam os padrões de representação acadêmicos. Quem não concordasse com os mesmos não era aceito nas academias de arte.Somente na segunda década do século XX, com a Semana de Arte Moderna de 1922, é que esses padrões começariam a tentar der derrubados. No início foi muito difícil. Como em todas as áreas, praticamente, romper com o que já está estabelecido não é fácil, e assim foi com a arte desse período. A sociedade da época era tradicional demais para aceitar como arte os padrões do modernismo brasileiro.Contudo, esse evento abriu caminho para que outros artistas, que também buscavam formas de se expressar diferentes das que eram aceitas pela academia, procurassem lutar para conseguir seu espaço no mundo da arte.
Hoje, podemos dizer que nossa sociedade tem formas de pensar bem diferentes das da sociedade do século XIX. Mas não é por isso que podemos afirmar que atualmente todas as manifestações artísticas são bem aceitas. Apesar de todo o progresso que tivemos, em várias áeras, muitas pessoas ainda possuem uma visão acadêmica a respeito da arte.
E você, o que pensa a respeito do assunto? Na sua opinião a arte deve apenas representar aquilo que é real, ou deve também expressar os sentimentos e modos de pensar do ser humano? Deixo aqui, esse questionamento.